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Competitive Intelligence & Perceptions Management
num Blog-Notas, para tornar o obscuro bastante mais...

CLARO
Monday, 18 August 2008

 A insustentável não defesa
 
 Fernanda Palma, no "CM"

    "Por influência alemã, a doutrina da legítima defesa tem considerado que não há que respeitar qualquer proporcionalidade na reacção contra agressões ilícitas. Quer isto dizer que se poderá usar a força mais intensa para repelir uma ofensa a bens pouco importantes, se isso for indispensável para o êxito da defesa.

    Até há alguns anos, era esta a perspectiva dominante entre os penalistas portugueses. Porém, os tribunais orientaram-se (e bem) para critérios de proporcionalidade. Mantiveram-se fiéis a um arquétipo da consciência jurídica, que subsiste por influência de uma tradição diferente da prussiana – a católica.

    Em 1992, defendi que só há legítima defesa ilimitada perante agressões contra a vida, a integridade física, a liberdade e até contra o património, desde que sejam afectadas as condições de realização da pessoa. Nesses casos, é insuportável a não defesa, mesmo que a defesa conduza à morte do agressor.

    Uma estrita proporcionalidade, que rejeito, impediria sempre as vítimas de violação ou de sequestro de matar o agente do crime e poderia obrigá-las a suportar a agressão. Ora, não é possível fazer uma comparação abstracta dos valores em conflito, porque o agressor e a vítima não estão em pé de igualdade.

    Há agressões que, não atingindo a vida, põem em causa a dignidade da vítima e que esta não tem o dever de suportar. No recente assalto ao banco de Campolide, por exemplo, não nos podemos esquecer de que, para além da vida, a liberdade e a integridade dos reféns estiveram sempre em causa.

    Dizer-se, como li na internet, que a acção da polícia não constituiu nesse caso legítima defesa dos reféns, por ter sido premeditada, revela desconhecimento de uma doutrina construída ao longo de séculos. Tal entendimento entrega a liberdade e a integridade das vítimas ao arbítrio dos agressores.

    O Estado não pode admitir a persistência de agressões graves contra a liberdade ou a integridade. Nos sequestros, as negociações têm como justificação preservar a vida das vítimas e utilizar o meio de defesa menos danoso. O tempo da negociação não é ilimitado e depende desses parâmetros."

O JORNALISMO ECONÓMICO ANDA
MUITO PIOR QUE A...  ECONOMIA!
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Um dos problemas do jornalismo económico português, explicava-me há dias um conhecido gestor de topo, é que "aquela rapaziada não pesca nada de economia, não sabe fazer contas e confunde o cash-flow com os capitais próprios, no fim sai tudo uma grande baralhação que ninguém entende". Tentei contrapor que ninguém com conhecimentos de economia e com talento aceita praticar o jornalismo económico aos preços que ele está a ser pago e até referi o caso recentíssimo de um grande editor de economia que ao fim de uma meia-dúzia de anos de exercício se fartou e decidiu, como ele disse, "que já é tempo de ir ganhar dinheiro"... Não consegui, como é óbvio, grande resultado. "Você até pode estar certo, eu não conheço esse mercado suficientemente para ajuízar, mas isso não altera nada, pode sugerir pistas de explicação, mas a realidade é uma miséria e uma vergonha". Ok... Isto foi há quatro ou cinco dias.
 
Agora, surge um inenarrável exemplar dessa "miséria e vergonha" da tal "rapaziada que não pesca nada de economia e não sabe fazer contas" no "Diário de Notícias" do senhor Oliveira. Um tal Manuel Esteves garante que "o governo vai falhar meta dos 150 mil empregos". Claro que confunde um bocado conceitos que ignora e que não sabe fazer contas. Mas faz um arrazoado e o arrazoado é dado à estampa com título afirmativo e definitivo... (O Afonso Camões - eu sei que é da administração... - não poderia dar umas aulinhas lá pela secção de economia...? Pois não seria pior...)
 
A coisa, claro, deu logo chinfrim na blogos. E com razão. Tanto mais que o Esteves não só mostra não saber de economia como também de jornalismo e vai daí pariu uma prosa de amálgama entre opinião e informação...

 

No "A Pente-Fino",  O Blog Cata-Disparates, num texto titulado "Trocas e baldrocas", Miguel Carvalho desanca o Esteves com vara de marmeleiro... Culpa dele que se pôs bem a jeito:

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"GOVERNO VAI FALHAR META DOS 150 MIL EMPREGOS  diz  Manuel Esteves no DN de hoje. Assim mesmo em maiúsculas, pelo menos na versão online. Quando os últimos números dizem que a criação líquida de emprego foi de 133,7 mil desde o início do legislatura, e ainda falta mais de um ano para o seu fim, este título chama a atenção.

 1. Ao contrário do que seria de esperar de uma notícia, aquela afirmação não decorre dos números do INE, não é tirado de nenhum estudo ou projecção e não é sequer a opinião de algum especialista consultado. É pura e simplesmente a opinião pessoal do Manuel, que confunde opinar com informar. E repare-se no tempo verbal da afirmação. O título é apresentado como um dado adquirido, nem sequer é uma possibilidade.

 2. O Manuel diz "o Governo criou, em termos líquidos, 86 mil postos de trabalho". Talvez tenhamos entrado numa economia comunista de planeamento central e eu não tenha reparado, porque o Governo, propriamente dito, só tem destruído emprego em termos líquidos.

 3. Apesar de o governo ter entrado em funções no primeiro trimestre de 2006, o Manuel  - ao contrário de toda a gente - vai fazer a comparação com o segundo trimestre, daí os tais 86 mil. Ele sente a necessidade de se justificar dizendo (e bem) que se deve comparar os valores de trimestres homólogos. Só que a meta do Governo era o emprego criado desde o início da legislatura. Pode dizer-se que foi manha do Governo (e eu concordo) ao escolher como base de comparação um trimestre com números de emprego baixos, agora não se pode contrariar alhos com bugalhos. Não se pode contrariar um valor, por mais estapafúrdio que seja, com um valor ao lado. Se o objectivo do Benfica era alcançar os 70 pontos não posso dizer que ele não foi alcançado, no caso do Benfica ter 71, apenas porque não foi campeão.

 4. Voltando à argumentação do Manuel... é impossível encontrá-la. Dedica um parágrafo inteiro a dizer que o novo emprego foi maioritariamente absorvido pelo aumento da população activa. E então? Não contraria em nada a meta, nem lhe dá direito à conclusão do título.

 5. O Manuel levanta depois a questão da criação líquida vs bruta. Ora a criação bruta de emprego só tem importância para os estudiosos. Colocar o objectivo dos 150 mil empregos em termos brutos só ajudaria o Governo, porque já foi obviamente alcançado. Bastaria pensar que a criação líquida foi de 133,7, e que certamente já houve mais de 16,3 mil pessoas a perder o emprego em 3 anos e meio. Mais uma vez, nada tem a ver com a afirmação do título, nem percebo porque é que esta questão lateral é levantada. O Governo sempre foi claro, referia-se ao objectivo mais difícil, a criação líquida de emprego... as próprias declarações de ontem referiam-se a criação líquida. O Manuel cita algumas frases de ministros para mostrar que o Governo tinha a criação líquida em mente, mas só ele é que deve ter tido essa dúvida. Aliás, como disse, se tivesse sido em termos brutos, o objectivo já teria sido alcançado, e por ser em termos brutos, o "êxito" seria irrevogável e nem haveria discussão possível.

 6. À frente começamos a perceber que o Manuel não faz a mínima ideia da distinção entre os dois termos, quando começa a falar de desemprego. Criação líquida de emprego é o número de empregos criados menos os destruídos. Se a população activa estivesse fixa, então haveria uma relação directa com os números de desemprego, mas como o próprio Manuel diz antes, houve um grande aumento da população activa. Logo seria perfeitamente possível que houvesse criação líquida de emprego e que o desemprego aumentasse. Aqui fica a confusão dos termos bem explícita no texto: "Quando o Governo assumiu funções, havia 412,6 mil desempregados (e 399,3 mil no segundo trimestre de 2005), pelo que a promessa de José Sócrates correspondia a reduzir o universo de pessoas sem emprego a 263 mil". Ele ainda tenta meter as palavras na boca de outrem "Foi a pensar nisso [a redução para 263 mil] que o Partido Socialista avançou na altura com aquela meta.", mas mais uma vez acho que só ele é que teve essa dúvida.

 7. Relacionado com os dois pontos acima temos ainda este excerto "a população activa aumentou em 131 mil, enquanto o emprego cresceu um pouco mais, 133,7 mil. O diferencial são 2,7 mil novos postos de trabalho - uma gota no oceano de 150 mil novos empregos prometidos pelo Governo". Pois de facto 2,7 mil feijões são poucos comparados com 150 mil grãos de areia. Mas feijão é feijão, e areia é areia. A fazer fé nas contas do Manuel, os 2,7 mil são os números da redução do desemprego e não dos novos postos de trabalho, como ele escreve.

 8. Depois de vários tiros ao lado, o Manuel conclui "tendo em conta as estimativas nacionais e internacionais relativas ao desemprego, não é crível que o Governo venha a concretizar esta promessa". Ora e assim se fabricou mais afirmação bombástica, que tem direito a aparecer na capa. No texto, a frase anterior é completada com a enigmática "Não porque não queira, mas porque não pode"...

 9. Por último, 133,7 arredonda-se para 134 e não para 133, como o Manuel faz... e percebe-se porque o faz.

Uma dúvida: o Manuel se estiver a ler isto, que me explique esta frase "ao contrário do que seria desejável, este novo emprego alimenta-se exclusivamente do alargamento da população activa", que é mais um exemplo da confusão entre uma crónica e uma notícia. Se a população activa aumenta, o que seria então desejável? É que pondo as coisas nestes termos a coisa acontece assim por definição. Se há mais X empregos e mais ou menos X novos trabalhadores, isto acontece por definição.


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publicado por Miguel Carvalho às 16:21  link do post | comentar | adicionar aos favoritos "
 
Também no "Câmara Corporativa", o assunto é tratado com a 'finesse' que o disparate impõe:

" 150.000 empregos

Já procurei explicar a Zita Seabra como se aplicam as operações básicas da aritmética para perceber a questão do emprego e do desemprego. Esforcei-me para que o João Miranda pudesse acompanhar, sem sobressaltos, a explicação. Disponibilizei até um link para os que pretendessem aprofundar a sua formação básica.

Hoje, o DN garante, em letras garrafais, que o
GOVERNO VAI FALHAR META DOS 150 MIL EMPREGOS. Não me apetece agora voltar ao tema. Mas, caro leitor, saiba que fica bem (ou melhor) servido se ler o comentário de Miguel Carvalho sobre as Trocas e baldrocas do Manuel.

O DN deve ter um editor de economia e, se ele ler blogues, talvez possa imprimir o post de Miguel Carvalho para ajudar o tal Manuel a não disparatar tanto num só artigo. Eu faria isso.

Ver Claro

 

A Coluna do “Correio da Manhã”

16 Agosto 2008

 

Putin ou a mão que controla a torneira… O controlo energético da Europa é o objectivo que Moscovo visa na Geórgia, através do domínio dos oleodutos, os únicos que abastecem a Europa, vindos de leste, que escapam ao seu controlo.

No novo conceito francês de Defesa, ‘Securité Globale’, a ‘informação’ é rainha…

‘Fundos Soberanos’ e seu impacto na economia ocidental estão a ser estudados pela Rand americana… Até agora tinha sido sobretudo a École de Guerre Économique, de Paris, a estudar o ‘ataque’ a empresas ocidentais destes opacos instrumentos financeiros da política de Estados não--democráticos.

‘Presidenciais’ e evolução militar fazem de 2009 o ‘ano de decisão’, no Afeganistão, mas é o Paquistão que está cada vez mais próximo do abismo…

Missão da CIA, recentemente enviada ao Paquistão, confrontou os líderes dos "serviços" com ligações aos taliban e ao terrorismo.

O ‘Angolagate’ tem a sua primeira sessão de tribunal já a 6 de Outubro, em Paris, mas não vai ter pernas para andar… Sarkozy cumpre a promessa feita a Zédu.

Megamissão empresarial alemã estará em Luanda, em Outubro.

Jacques Attali concorda com a tipificação que aqui fizemos desta crise global e também a classifica como… tsunami. 

José Mateus, Consultor de inteligência competitiva

verclaro.jm@gmail.com

José Mateus Cavaco Silva at August 18, 2008 19:35 | link | comments
Tags: ver claro
Sunday, 17 August 2008

50 monumentos vistos pelo Google Earth

Em tempos de crise não se visitam monumentos longínquos... Mas nada que a nova tecnologia não resolva! Se está como aqueles 42% dos franceses que este ano não saíram de casa para férias e se já está info-incluído ou seja se já integra o novo mundo da grande mudança tecnológica, então, visite calmamente estes 50 monumentos via Google Earth e diga-me se as 'ntic' são ou não uma maravilha que vira do avesso a nossa relação com o mundo... E, portanto, o próprio mundo tal como o concebíamos até agora.

Les hauts lieux de Google Earth - La tour de Pise 

Italie, Pise, La tour de Pise © Google Earth ™ mapping service/[Europa Technogies - The GeoInformation Group]

Stonehenge Angleterre, Stonehenge © Google Earth ™ mapping service/[Europa Technogies - The GeoInformation Group]Les Pyramides de Gizeh

Egypte, Les Pyramides de Gizeh © Google Earth ™ mapping service/[Europa Technogies - The GeoInformation Group]
La tour Agbar de Barcelone
Espagne, Barcelone, Tour Agbar © Google Earth ™ mapping service/[Europa Technogies - The GeoInformation Group]

José Mateus Cavaco Silva at August 17, 2008 18:22 | link | comments
Tags: fotos e vídeos
Wednesday, 06 August 2008

Aqui, há muito que é... Claro!

De qualquer modo...

OBRIGADO, DR. HOUSE!

ObrigadoDrHouse.jpg picture by claromotime

Saturday, 02 August 2008

NA COLUNA DO 'CORREIO DA MANHÃ'

Ver Claro
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"Ou-ba-mast", "Ele está connosco", gritava-se durante a reunião de Obama com iranianos, há dias na Califórnia. O facto não ajuda Obama a ultrapassar o seu calcanhar de Aquiles: transformar a "popularidade" em "intenções de voto"...

José Mateus Cavaco Silva at August 02, 2008 16:14 | link | comments
Tags: obama, ver claro
Thursday, 31 July 2008

PORTUGAL DEPRIMIDO

visto de Espanha

Portugal vuelve a estar deprimido
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hoy.esEl redactor jefe de un periódico portugués gana cada mes de media 1.000 euros. Un colega suyo gana en España, también de media, 2.100 euros. En el supermercado Mini Preço de la cadena Día, situado a la entrada de Elvas, el pasado nueve de julio, esa melona que tanto gusta a los portugueses servir de postre rociada con un chorrito de oporto costaba 1,19 euros el kilo. La misma melona, la tarde anterior, en Cáceres, en el supermercado Maxi Día de la carretera de Miajadas, costaba diez céntimos menos: 1'09.
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Portugal vuelve a estar triste. Se nota leyendo la prensa, viendo la tele, escuchando las conversaciones. «María, deja esos yogures, que son muy caros». María, que debe de tener unos 10 años, y su madre acaban de descender de un Ford Mondeo (la misma gama, 36.000 euros en Portugal, 20.000 en España a precios de 2007). Pero no parecen estar para lujos: la niña quería llevarse unos yogures Activia (2,44 euros) y la madre, ahorradora, se lo prohíbe. Si en vez de en Elvas, comprara el mismo 'pack' de cuatro en Cáceres, le habrían salido por 1,99 euros.

La crisis parece cebarse con Portugal. La situación se torna paradójica al compararse con quien uno siempre se compara: el vecino español (¿no van a compararse con Lituania!). En Portugal ganan menos, pero es más caro llenar el depósito de combustible y, según nuestros datos, hacer la cesta de la compra. Solo algún pequeño placer cotidiano como tomar café leyendo el periódico sale más barato en Portugal: 0,60 el café y 0,80 el diario. En Cáceres, Mérida, Plasencia o Badajoz, lo normal es pagar un euro por cada uno de estos placeres.

A veces, la situación económica complicada se endulza con narcóticos colectivos, con opiáceos como el fútbol. Pero en Portugal, ni por esas. Clara Ferreira Alves, columnista semanal de cabecera para miles de portugueses, escribía hace un par de meses, mirando el éxito español en la Eurocopa: «Juntos no podemos».

Pero escribía más: «Portugal es un pueblo quebrado por años de sacrificios inútiles. De privaciones y pésimos gobiernos. (...) Estamos cansados. Cansados de dificultades. En vez de trabajo colectivo, veneramos el éxito individual y el dinero de los otros. Juntos no podemos. En un tiempo de miedo, recesión y duda, el país piensa en quién va a sustituir a Scolari (exseleccionador nacional de fútbol), el hombre providencial».

La saudade vuelve a extender su manto paralizador. Pero más allá del sentimiento, el dato: en 2007, el salario mínimo portugués era de 374,70 euros y el español de 570. La pensión mínima lusa estaba en 150 euros y la española en 312,43. El sueldo medio de un director de fábrica era allí de 2.168 euros y de 4.601, aquí.

En España, la sanidad es gratuita. En Portugal, en 2007, había que pagar 2'30 euros por cada consulta en el ambulatorio, 3 euros por las urgencias ambulatorias, 6 euros por visitar las urgencias hospitalarias y 2 euros por cada radiografía (exentos de pago: niños, jubilados, parados, enfermos crónicos y diabéticos).

La prensa lusa llega cada día cargada de comparaciones odiosas. Un crítico musical se lamenta de que el Teatro Nacional San Carlos aún no haya presentado su temporada de ópera mientras los teatros españoles anuncian hace tiempo las suyas. El analista de la sección de Economía avisa de que más del 9% de la riqueza portuguesa fue generada por empresas españolas instaladas en el país.

En la sección de Sociedad se recoge el dato de que ya han nacido en el hospital de Badajoz 495 niños portugueses y que en Portugal hay 11.600 ricos y en España 168.000 (rico: persona con más de un millón de dólares en activos financieros). En Mar y Campo se denuncia que los cunicultores de la región miñota (Bragança, Vila Verde, Guimaraes) se arruinan por culpa de los criadores españoles de conejos, que tiran los precios porque reciben subvenciones.

Pan y cine

Bajan un 10% las ventas de pan y un 43% la asistencia al cine en abril de 2008 con respecto a abril de 2007. Desciende un 25% el tráfico en la autopista lisboeta IC19 y sube un 7% el tráfico de viajeros en la línea ferroviaria de Sintra. Esos datos, más o menos, se repiten en España. Pero el pesimismo melancólico luso no permite consuelo. La crisis hispana se observa como otra puñalada a Portugal: España es el mayor cliente portugués comprando el 28,4% de las exportaciones portuguesas y si la crisis se ceba con España, ¿quién va a comprar ahora lo 'Made in Portugal'?

En el Alentejo, la región limítrofe con Extremadura, saltan las alarmas. Resulta que a finales de 2007, 11.000 alentejanos trabajaban en Extremadura, fundamentalmente en la construcción. Según la Unión de Sindicatos de Portalegre, cada domingo partían decenas de furgonetas cargadas de albañiles desde nueve pueblos del distrito. «¿Qué va a pasar ahora si en Extremadura ya no se construye tanto?», se preguntan, se agobian... se deprimen.

¿Tan grave es la situación? A simple vista no lo parece. Un psicólogo del alma colectiva podría diagnosticar que estamos ante un país con tendencias depresivas indomeñables y cíclicas. Sin embargo, ciñéndonos solo al Alentejo, los datos demuestran que la vida sigue y los nubarrones son menos negros de lo que se quiere creer. El próximo mes de septiembre, tras realizar una inversión de diez millones de euros, la cadena M'AR De AR inaugura dos hoteles de lujo en Évora: Hotel da Cartuxa, que ya existía, y Palácio dos Sepúlveda.

En la región alentejana, aunque el desempleo es algo superior a la media portuguesa (8,3% frente al 7,6%), las perspectivas de empleo son positivas. Por ejemplo, en el sector aeronáutico: se construye un nuevo aeropuerto en Beja, una base aérea en Ponte de Sor para aviones contra incendios y se construirá el avión bimotor Skylander en Évora.

En turismo existen grandes proyectos de lujo en curso como L'And Vineyards en Montemor, de los grupos Lágrimas Hotels y Cunhal Sendim; el Parque Alqueva de José Roquette, que se levanta en Reguengos de Monsaraz, cerca de Villanueva del Fresno y Cheles, o la Herdade do Barrocal, del grupo Aquapura.

En agricultura, ya se cuenta con 6.000 hectáreas regadas por el embalse de Alqueva, 20.000 a punto de entrar en regadío y los proyectos auguran 110.000 hectáreas regadas en 2015. La producción de aceite también se desarrolla. Es el caso de la Quinta de São Vicente de la familia Passanha: 17 millones de euros, 700 hectáreas plantadas de olivar y 50 empleos.

En Portalegre se abre el uno de agosto la primera central de compostaje del Alentejo, que aprovechará el 40% de la basura doméstica del distrito y dará empleo a 55 personas. El mundo del vino también disfruta de buena salud en el Alentejo, con el 40% del vino embotellado en el país.

Más allá del Alentejo, los síntomas tampoco son tan críticos. El festival Allgarve llenará de arte y música la costa merdional portuguesa hasta que acabe el verano. El 14 de septiembre canta Madonna en Lisboa y las 75.000 entradas se vendieron hace un mes. Se suceden los conciertos de Lou Reed, Dylan, Caetano Veloso, Diana Krall, Leonard Cohen, Paolo Conte, Neil Young, Rage Against Rhe Machine... Y no solo en Oporto, Lisboa y Algarve, sino también en provincias: Suzanne Vega actuará en Guarda.

Portugal sigue siendo vanguardia en la gestión y desarrollo de los grandes centros comerciales. En el tercer trimestre de este año abrirá uno nuevo cerca de la frontera extremeña, en Castelo Branco: 40 millones de euros, 12.000 metros de un hipermercado Jumbo, 65 tiendas, 1.200 plazas de aparcamiento...

Continente, o sea, Carrefour, ha instalado 86 cajas 'self-chek-out' en 20 hipermercados. Se extenderán al resto de tiendas. Estas cajas a la última, donde el cliente llega, pasa las compras por un lector y paga con tarjeta, empezaron en 2004 en un Pâo de Açucar y un FNAC. Hoy las usan el 10% de los clientes de los híper.

Las grandes superficies comerciales outlet se extienden por Alcochete, Gaia, Vila do Conde y Carregado. Son tiendas de productos Burberry, Hugo Boss o Calvin Klein con un mínimo de un 30% de descuento y una media del 50%. En la frontera española se va a abrir el DG Center Atlántico en Tui (Pontevedra): 44.000 metros cuadrados y 74 tiendas. No se prevé abrir más por ahora, aunque el otro punto fronterizo con posibilidades es Badajoz.

Mientras llegan los macro-outlet y el centro Ikea a la Raya, la realidad es la que es: yogures, café, cerveza, Cocacola, patatas, compresas, leche, arroz, azúcar, bananas, tomates, melona y huevos, todo de la misma marca y en la misma cantidad: 15,28 euros en el Maxi Día de Cáceres, 15,72 euros en el Mini Preço Día de Elvas... 40 litros de gasolina 98 en Cáceres, 55,16, en Elvas, 66'68. Si se trata de gasóleo, 53'16 y 56'92.. Como para no deprimirse.

CUADERNO DE VIAJE

 
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EL 'PAGAPOUCO'. Un paisano se limpia la cara con su pañuelo antes de entrar a hacer la compra diaria el pasado 9 de julio en un supermercado de Elvas. / ALONSO DE LA TORRE

Friday, 25 July 2008

"The Question That Emerge...

... Everything is to be redefined!

"(...) in such a world there can be no real fighting capabilities, real victories, without Competitive Intelligence. One can not rebuild its reputation, adapt himself to revolution in data processing without competitive intelligence. Hence, there will be companies with competitive intelligence "and those who are no longer." There will be no one else but those who will have integrated this structuring method."

ler Aqui

 

KARZAI NO TRÁFICO DE DROGA

acusação do chefe da luta anti-droga no Afeganistão

Na actual situação do Afeganistão e do regime de Karzai, a questão já nem é a da falta que fazem no governo os homens do comandante Massud que, inicialmente, ocupavam as pastas dos "Estrangeiros", da "Defesa" e dos serviços de informação e segurança, de que foram afastados pela concepção tribalista do poder (pashtun) do actual presidente. Essa questão já foi tratada em tempo aqui no Claro. A questão agora é que sem eles, sem os tadjiques do estado-maior de Massud, todo o investimento em homens e dinheiro que a NATO possa fazer no Afeganistão não terão resultados nem servirão para nada, além de reforçarem o impacto do actual discurso "nacionalista" dos talibans. Já aqui no Claro se tem dito, há anos, que Karzai sempre foi um homem ligado aos talibans (são todos pashtuns...) tal como a sua família está ligada ao tráfico do ópio e da heroína...  Agora, é Thomas Schweich, ex-Departamento de Estado, que, no New York Times, acusa os mais altos dirigentes do governo afegão de protegerem o tráfico de droga e diz que será com o dinheiro da droga que Karzai pagará a sua campanha para a reeleição em 2009! 

"Former State Department Official Accuses Afghan President of Protecting Country's Drug Trade

A former US State Department official says Afghanistan's drug trade is being protected by the country's top officials.

Thomas Schweich wrote in an article posted on The New York Times website Thursday, that US efforts to eliminate Afghanistan's poppy crops have been repeatedly thwarted by Afghan President Hamid Karzai.

Schweich left his post as coordinator for Counter Narcotics and Justice Reform in Afghanistan last month.

He alleges that while Taliban militants use the opium trade to finance their insurgency, Karzai and his supporters have also used the drug trade to get rich.

He writes that the Afghan president is using the drug trade to secure his political standing in order to win reelection in 2009.

No US or Afghan officials were immediately available for comment.

According to the United Nations and the US, Afghan farmers produce 93 percent of the world's opium poppies.

A report by the UN Office on Drugs and Crime earlier this year predicted the 2008 Afghan poppy crop would be large, but smaller than it was in 2007.

Schweich also claims Karzai was able to undermine US attempts to destroy poppy crops by citing divisions among US officials.

He writes that some US military commanders obstructed counter-narcotic efforts, arguing that fighting the drug trade should not be part of the military's mission.

EDITOR'S NOTE: Karzai is history. An utter failure (apart from his attention-getting fashion statements), he is in the way of more effective Afghan leaders who have resisted the temptations of drug trafficking.

Former US official claims Hamid Karzai resisted drug enforcement arrests and eradication of poppy fields

 

Afghan president accused of protecting drug trade

 

The US government’s former point man in the fight against the heroin trade in Afghanistan has accused Afghan President Hamid Karzai of obstructing counter-narcotics efforts and protecting drug lords. Thomas Schweich, who resigned last month from the State Department’s narcotics bureau, said in an article to appear on Sunday in the New York Times magazine that the Afghan government was deeply involved in shielding the opium trade.

 

“While it is true that Karzai’s Taliban enemies finance themselves from the drug trade, so do many of his supporters,” Schweich wrote in article posted on the newspaper’s Web site. “Narco-corruption went to the top of the Afghan government,” he wrote, adding that drug traffickers were buying off hundreds of police chiefs, judges and other officials.

Schweich also criticized the Pentagon for refusing US military support for drug eradication efforts and arguing that it was someone else’s job to clean up the drug business after the war is over. “The trouble is that the fighting is unlikely to end as long as the Taliban can finance themselves through drugs - and as long as the Kabul government is dependent on opium to sustain its own hold on power,” he said. Schweich said NATO allies have also resisted the anti-poppy offensive. “The British military were even more hostile to the anti-drug mission than the US military,” he wrote. Poppy cultivation has expanded rapidly in Afghanistan since 2006 and the country is supplying 90 percent of the world’s heroin.

Drug enforcement arrests: Schweich, who was the senior counter-narcotics official in the US embassy in Kabul for two years, said Karzai resisted drug enforcement arrests and eradication of poppy fields in wealthy areas of the Pashtun south, his power base. “Karzai was playing us like a fiddle,” Schweich wrote. “The US and its allies would fight the Taliban; Karzai’s friends could get rich off the drug trade; he could blame the West for his problems; and in 2009 he would be elected to a new term.” Poppy eradication this year will be less than a third of the 20,000 hectares that Afghanistan eradicated in 2007, he said. “An odd cabal of timorous Europeans, myopic media outlets, corrupt Afghans, blinkered Pentagon officers, politically motivated Democrats and the Taliban were preventing the implementation of an effective counter-drug programme,” he said.

Reuters

Thursday, 24 July 2008

DESHABILLEZ-MOI

Quase quarenta anos depois de Juliette Gréco, Mylene Farmer, em Bercy 2006... Déshabillez-Moi. São quarenta anos de diferença de tempo e de modos, mas como ambas o sabem dizer, pedir/exigir. Para as despir... Como ambas o sabem, com todas as diferenças de época, guiar a mão que as despe e marcar-lhe o ritmo e a música! E há ainda a versão de 1987...

Pequena provocação (sem más intenções...) à cultura local: quando é que as portuguesas conseguirão cantar assim...?  

MYLENE FARMER (2006)


 

JULIETTE GRECO  (1967) 

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Déshabillez-moi


 Paroles: Robert Nyel. Musique: Gaby Verlor - 1967

Déshabillez-moi, déshabillez-moi
Oui, mais pas tout de suite, pas trop vite
Sachez me convoiter, me désirer, me captiver
Déshabillez-moi, déshabillez-moi
Mais ne soyez pas comme tous les hommes, trop pressés.
Et d'abord, le regard
Tout le temps du prélude
Ne doit pas être rude, ni hagard

Dévorez-moi des yeux
Mais avec retenue
Pour que je m'habitue, peu à peu...

Déshabillez-moi, déshabillez-moi
Oui, mais pas tout de suite, pas trop vite
Sachez m'hypnotiser, m'envelopper, me capturer
Déshabillez-moi, déshabillez-moi
Avec délicatesse, en souplesse, et doigté
Choisissez bien les mots
Dirigez bien vos gestes
Ni trop lents, ni trop lestes, sur ma peau
Voilà, ça y est, je suis
Frémissante et offerte
De votre main experte, allez-y...

Déshabillez-moi, déshabillez-moi
Maintenant tout de suite, allez vite
Sachez me posséder, me consommer, me consumer
Déshabillez-moi, déshabillez-moi

Conduisez-vous en homme
Soyez l'homme...
Agissez!
Déshabillez-moi, déshabillez-moi
Et vous... déshabillez-vous!

Deshabillez-moi (1987)

a versão intermédia, de 1987

Mylene Farmer - live at Grand Opera

Com um beijo para a Ana

Resposta de Siné aos

Censores de ‘Charlie’


Charlie Hebdo : Siné répond à Val et Askolovitch

José Mateus Cavaco Silva at July 24, 2008 19:36 | link | comments
Tags: humor, media

SINÉ S'EN VA... OU O TRISTE FIM DE "CHARLIE HEBDO"

Hara-Kiri, ancêtre de Charlie... le bon vieux temps ?Era Paris dos anos setenta (inícios), Léo Ferré gritava com música "je suis un chien" (coisa que lhe foi passando "avec le temps"), o Prof. Choron dissertava sobre as provas da existência de Deus a partir da posição do fio de um 'tampax' em determinada circunstância inesperada, Bizot andava às voltas com o seu projecto 'Actuel' e os "il faut voir..." mais uns copos numa esplanada simpática com a Catherine Deneuve, Yves Montand ainda passava pela 'Chope', o PC rendia-se à Union de la Gauche de Mitterrand, J.P. Manchette recomeçava o policial negro e  o 'Hara Kiri'... acabava por ordem dos tribunais. E este "journal bête & méchant" recomeçava como "Charlie"... Os tempos foram mudando, o "Charlie" teve vida atribulada, fechou, reapareceu mas nunca se tomou muito a sério... Nunca? Nunca, não. Está a tomar-se agora e a viver uma situação que parece uma daquelas estórias que o prof. Choron inventava no "Hara Kiri". Triste destino este de se tornar uma caricatura dos seus "cartoons".... E atirar-se como gato a bofe a um velho cartoonista com décadas de "Charlie" e sacrificar no altar do 'politicamente correcto' um velho de oitenta anos, a quem ousa exigir que peça desculpa ao filho de Sarkozy e mais não sei quem... "Antes cortar os tomates", responde-lhe Siné, o despedido.

A manobra tosca do patrão do Charlie tornou-se, entretanto, o grande 'affaire' da 'saison', em Paris e não deixa lá muito bem nem Sarkozy, nem os "judeus", nem o "anti-semitismo" (até o sketch de Desproges, "On me dit que des juifs..." foi desenterrado), nem a liberdade de imprensa e avacalha definitivamente o 'Charlie'.

Panorama geral:

Plantu se paye Val qui s'est payé Siné

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C'est l'affaire qui fait couler des hectolitres d'encre et de bile, ces jours-ci: Philippe Val, le patron de Charlie (dont j'aime assez la posture, je rappelle pour ceux qui ne suivent pas), a viré Siné, dessinateur historique du même journal, pour des propos tenus par le second dans une de ses tribunes et qualifiés par le premier d'antisémites.

Tout a été dit ou presque sur la question, le meilleur (par Philippe Cohen, sur Marianne2, qui rappelle opportunément, comme en atteste le dessin ci-à gauche, que Charlie n'a pas toujours eu ces pudeurs, mais aussi que Siné est un habitué des dérapages non contrôlés et peu défendables) et le pire (par Bedos, notamment, qu'on a connu plus inspiré, ou Jacques-Marie Bourget, un ami de mon ami Fontenelle, probablement, qui mélange tout avec l'habileté et la mauvaise foi du maître-saucier).

Dans le camp d'en face, BHL y est évidemment allé
d'un petit billet bien troussé et arrosant large, on n'a pas tous les jours des occasions comme celles-ci de règler ses comptes ailleurs qu'en dernière page du Point.

Philippe Val, directeur de publication de ‘Charlie Hebdo’, qualifie d'antisémite un article publié dans son propre journal. Entre autres joyeusetés…  

Hara-Kiri, ancêtre de Charlie... le bon vieux temps ?

accueil .

A lire Charlie hebdo, comme ça, avec les petits dessins rigolos et les vannes à toutes les pages, on se dit que c'est un journal où ils doivent bien se marrer. Pourtant, il suffisait, paraît-il, d'assister à la conférence de rédaction de jeudi dernier pour comprendre que… pas du tout. Ambiance pourrie, cafés tièdes et réparties qui tombent à l'eau. Explication : deux jours avant, Claude Askolovitch, journaliste au Nouvel Obs, dénonce sur RTL « un article antisémite dans un journal qui ne l'est pas ». Il fait référence à la chronique du dessinateur Siné, « vétéran » de l'hebdo satirique. A l'antenne, il explique que Philippe Val, directeur de publication de Charlie Hebdo, « insoupçonnable d'antisémitisme » et même « considéré par certains comme philosémite », fera, dans le prochain numéro, «un éditorial pour expliquer que Siné est une ordure».

Quand Charlie fait son auto-procès
Jeudi donc, gros malaise à la rédaction de Charlie. Finie la joyeuse impertinence et la belle unité du procès des caricatures, on oscille entre murmures réprobateurs et embarras. « Siné a peut-être été un peu trop loin… », reconnaît, off, un dessinateur. « Le problème, c'est qu'on est obligés de se protéger, concède un autre. Le texte de Siné n'est pas défendable devant un tribunal… » Pour Charb, autre figure charliesque, « il est évident que Siné n'est pas antisémite, mais son texte peut être mal interprété ». Le tronçon qui fait débat est assez court, nous le reproduisons ici : 
 

« Jean Sarkozy, digne fils de son paternel et déjà conseiller général de l'UMP, est sorti presque sous les applaudissements de son procès en correctionnelle pour délit de fuite en scooter. Le Parquet a même demandé sa relaxe ! Il faut dire que le plaignant est arabe ! Ce n'est pas tout : il vient de déclarer vouloir se convertir au judaïsme avant d'épouser sa fiancée, juive, et héritière des fondateurs de Darty. Il fera du chemin dans la vie, ce petit ! » 
 

Philippe Val explique que, comme Siné le dézingue dans la première partie de cette chronique (ce qui est tout à fait exact, les deux hommes étant en conflit depuis de nombreuses années), il n'avait pas lu ce passage avant sa publication. Mais il attend des « excuses » de la part du dessinateur pour un article qu'il juge clairement « antisémite ». Et il promet qu'un « communiqué signé de toute la rédaction paraîtra la semaine prochaine » pour remettre les pendules à l'heure. Charlie qui présente ses excuses dans ce cadre, ça fait bizarre. Et pour cause, c'est une première. L'ex-journal « bête et méchant » serait-il en train de devenir « intelligent et respectable » ? De fait, le texte de Siné est plus qu'ambigu. A le lire, on peut comprendre que pour aller loin dans la vie, il vaut mieux être juif...

Hara-kiri général
Mais évidemment, Siné, 80 ans de provoc' au compteur, trouve « tout ça complètement con » : « Si Jean Sarkozy se convertissait à l'islam pour épouser la fille d'un émir ou à l'hindouisme pour épouser une fille de maharadja, je l'aurais écrit aussi. Quant à faire des excuses à Sarkozy et à Darty, autant me couper les couilles tout de suite. » A propos de couilles, il estime d'ailleurs qu'à Charlie, on en manque sérieusement et que ses confrères sont des « lâches » qui ploient devant Val, patron despotique. Pouêt, pouêt, qu'est-ce qu'on se marre...

Pour continuer dans la franche rigolade, Siné contre-attaque en accusant Val d'avoir allumé un contre-feu pour se débarrasser d'une autre
polémique qui enflamme la rédaction en ce début d'été. Dans un précédent édito, le directeur de publication a en effet pris fait et cause pour Richard Malka, avocat de Charlie Hebdo et de Clearstream, contre Denis Robert, le journaliste indépendant qui s'est attaqué au grand groupe financier luxembourgeois. Plusieurs piliers du journal, Cavanna, Michel Polac et Siné, ont alors désavoué Val dans leurs chroniques. Et comme si ça ne suffisait pas, on vient d'apprendre que Patrick Pelloux, chroniqueur et syndicaliste hospitalier, menace de démissionner parce que Michel Polac l'a attaqué dans les pages de Charlie au sujet d'un article sur le cancer. Patrick Pelloux a réagi en envoyant un texto à ses copains de la rédaction, ainsi libellé : « Amis, suite à l'article de Polac de cette semaine je vais suivre son conseil et je quitte le journal pour rester aux urgences. » Décidément... Si ça continue, bientôt, on se poilera autant à Charlie qu'au Figaro. Pourvu que la ressemblance s'arrête là.

Voir la suite :
Charlie hebdo zappe Siné »

 

Charlie, Siné, Val, grosse fatigue...

Retour sur une tempête médiatique dans un verre d'eau satirique. Marianne2.fr vous propose de voter sur le politiquement correct.

 Une vieille couverture de Charlie exhumée par les dessinateurs solidaires de Siné

Une vieille couverture de Charlie exhumée par les dessinateurs solidaires de Siné

 

L'affaire Siné a pris d'incroyables proportions. L'article publié sur Rue89 jeudi 17 juillet a été vu par plus de 65 000 internautes. Les trois articles publiés par Marianne2 sur le sujet (1), qui ont provoqué plus de 100 000 visites, ont suscité plus d'un millier de commentaires. La plainte de Siné contre le journaliste Claude Askolovitch, qui a dénoncé l'article de SIné comme antisémite sur RTL, excite tout le monde. Les médias, toujours avides de polémiques, même vaines, sont en train de transformer Siné en une victime d'une nouvelle intolérance, et on l'entend éructer sur les ondes. Une pétition en sa défense circule sur le Net. Guy Bedos, barde du politiquement correct de gauche, s'est déclaré solidaire. On attend, à l'inverse, un texte de BHL pro-Val… Bref, un articulet sur un sujet people – la liaison entre Jean Sarkozy et la fille Darty – est en train de ressusciter une passion française.
Disons le nettement : avec l'affaire Siné, nous pataugeons dans le simulacre, voire le ridicule. Et, tant qu'il est encore possible – pour combien de temps ? – de n'être ni pro-Siné ni pro-Val, je souhaiterais expliquer pourquoi.

Juifs paranoïaques contre gauche victimaire
Le passage incriminé de Siné,
comme l'a écrit ici même Anna Borrel, a d'incontestables relents antisémites. Non parce qu'il moque la conversion supposée de Jean Sarkozy au judaïsme, mais parce qu'il décrit un monde où le statut d'Arabe ferait forcément de vous un malheureux et celui de Juif forcément un homme riche et puissant. Alors que certains Arabes sont propriétaires d'hôtels sur la Côte d'Azur tandis que certains Juifs de Sarcelles sont des prolétaires ou des chômeurs.
Bien sûr, Siné se récriera contre une telle interprétation. Il dira qu'il a combattu sa vie durant tous les racismes et, plus encore, contre toutes les religions. Ses amis proclament qu'il est tout sauf antisémite.
C'est tout le paradoxe de cette affaire : Siné a sans doute tenu des propos à connotations antisémites sans être forcément lui-même antisémite, même s'il a pu, selon l'avocat William Goldnadel, avoir été condamné au début des années 1980, pour des propos tenus sur la radio Carbone 14 lors d'un procès intenté par la Licra et une association juive.
Siné comme certains intellectuels, y compris juifs dans certains cas, assimilent le fait d'être de gauche à celui d'être aux côtés des victimes. Hier victimes, les Juifs seraient devenus oppresseurs. Ils dirigent un état armé et puissant au Proche Orient. Ils occupent des positions intellectuelles, économiques ou médiatiques avantageuses en France ; l'homme de gauche du XXI° siècle devrait donc être solidaire des Palestiniens et des Arabes pour rester fidèle à l'engagement contre l'antisémtisme des années 1930. Voilà pourquoi tous se récrient, de Dieudonné à Siné, lorsqu'on les traité d'antisémites ou de judéophobes. Voilà
comment Jacques-Marie Bourget de Bakchich, défend Siné : le fait d'avoir porté les valises du FLN au début des années 1960 l'aurait rendu impreméable à toute forme de racisme.
A l'opposé de cette posture de la gauche antisioniste, un certain nombre d'intellectuels, juifs ou non, qui dénoncent Siné, pensent qu'un antisémitisme de gauche a émergé en France qui serait tout aussi dangereux que l'antisémitisme de l'extrême droite. Pierre-André Taguieff a décidé de vouer sa vie à démontrer l'existence d'une filiation entre l'antisémitisme des années 1930 et celui d'aujourd'hui, qui serait habilement maquillé en anti-colonialisme ou en antisionisme. Personne ne prend le temps de lire ses livres. Du coup, les uns affirment qu'il a totalement raison sans l'avoir lu tandis que les autres le tiennent pour un homme de gauche devenu fou.

Crever la bulle «Charlie »
Les «vigilants de l'antisémitisme» ont dénoncé en 2000, l'aveuglement de la gauche qui regardait ailleurs quand des Juifs de banlieue se faisaient agresser parce qu'ils étaient juifs. C'est un autre paradoxe : sur ce coup, les Juifs paranoïaques – ils existent, j'ai l'occasion de leur parler très souvent - avaient raison. Mais depuis, les responsables politiques ont réagi, les agressions antijuives ont baissé. Il faut savoir le reconnaître… et s'en féliciter. Lorsque Philippe Val et d‘autres pensent que, à lire certains commentaires des articles consacrés à l'affaire Siné, «nous sommes en 41», il a tort et ne rend pas service aux Juifs. Ce qui ne rend pas légitime pour autant les attaques dont il est l'objet pour s'être, trop tardivement sans doute, élevé contre un dérapage inacceptable.
Telle est la ligne de crête fragile, ténue, sur laquelle nous sommes obligés de jouer les acrobates. Ni judéophiles vigilants, ni antisionistes victimaires, nous espérons simplement crever la bulle « Charlie » et passer à autre chose : il y a d'autres problèmes plus importants en France et dans le monde que les égarements d'un vieux dessinateur. Et d'ailleurs, si Philippe Val avait relu l'article de Siné avant publication, il lui aurait demandé de reformuler sa pensée. Siné l'aurait fait et nous nous serions épargné une polémique ridicule.
Pour finir sur une note plus amusante, nous souhaitons déplacer légèrement ce débat vers l'importance du politiquement correct et solliciter votre avis sur ce point. Dailymotion a exhumé un sketch de Pierre Desproges sur les Juifs. A vous de dire si ce genre de blague serait encore possible aujourd'hui...

(1) Marianne2 a, dès le 11 juillet relaté l'affaire Siné. Comme d'habitude, nos confrères de Rue89 et de Bakchichinfo, tout comme l'AFP, ont fini par relayer cette information sans citer - horresco refrens - Marianne2. Merci en revanche au Monde de respecter les usages comme nous nous efforçons de la faire nous-même en incitant nos journalistes à citer leurs confrères lorsqu'ils traitent un dossier après eux.

A lire sur le même sujet :  Charlie-hebdo : fini de rire
Charlie zappe Siné

Siné viré de Charlie : antisémitisme ? 

 

José Mateus Cavaco Silva at July 24, 2008 17:04 | link | comments
Tags: humor, media
Wednesday, 23 July 2008

EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES...

Dos sans-culottes de Paris à Paris sans-culotte, há aqui uma enorme evolução das espécies que, a propósito do "14 Juillet", é apanhada com humor feroz mas muito inteligente pelo "Verdade ou Consequência"...

" Pensamento atrasado relativo ao 14 de Julho

Em 1789 havia sans-cullotes em Paris.


Em 2008 há uma Paris sans-culottes.

José Mateus Cavaco Silva at July 23, 2008 20:17 | link | comments
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RÚSSIA E CHINA

análise geopolítica da Stratfor

A Stratfor faz a análise geopolítica das relações Rússia-China. “A closer look” mostra um quadro muito diferente daquele que o discurso oficial e outras vulgatas banais nos servem diariamente...

China and Russia’s Geographic Divide

 

July 22, 2008